Já cá não vinha há uns bons tempos! Mas hoje é dia de reflexão…

Estive a ouvir e a (tentar) ajudar uma amiga (penso que já te posso chamar assim)… Digo tentar pois eu não sou exemplo para ninguém e muito menos nestes casos de relações amorosas!

Mas uma coisa tenho a certeza… Ninguém se mete numa relação só porque sim, porque é conveniente, por hábito… E se por acaso se metem, então desculpem-me mas estão condenados ao fracasso! Uma relação pressupõe dar e receber, não é só dar, não é só receber… é nesta troca recíproca que muita gente erra (eu incluído…), ou porque pensa que já deu muito, ou porque a outra pessoa dá pouco de si… De qualquer das formas é sempre algo difícil de gerir.

Mas acima de tudo temos de ser adultos… adultos para sabermos tomar decisões. Decisões essas que sejam elas quais forem terão consequências! E temos de ser adultos para arcar com essas consequências…

Ao longo da minha (já recheada) vida tomei bastantes decisões, entre elas qual agrupamento escolher, qual curso, etc… Todas essas decisões têm uma margem de risco (umas mais elevadas que outras), mas todas elas foram feitas ponderadamente, analisando os “prós” e os “contras” e ainda hoje penso que decidi o correcto! É isto que quero fazer a nível profissional na minha vida futura… é certo que há muros, obstáculos que dificultam a procura ou a chegada ao objectivo e que por vezes nos surgem como interrogações… e nos fazem questionar se é mesmo isto que queremos! Mas estas são as decisões mais fáceis de tomar! Porque são ponderadas…

As opções amorosas são as mais complicadas… eu sou exactamente o contrario numa relação… estranho? Um pouco… Passo então a explicar: na vida do dia-a-dia sou bastante racional (se calhar até demais) mas numa relação para mim não existe o lado racional… Não há razão, daí haver múltiplas interpretações para o que é AMOR, para o que é uma relação e diferentes opiniões… por isso quando estou com alguém (coisa rara admito-o… não sei bem porquê, mas não me meto com qualquer uma ou apenas porque sim ou porque me apetece) eu dou tudo… 100%? Isso é pouco… e é claro que espero que a outra pessoa dê o mesmo (expectativas demasiado altas o que se há de fazer?!) mas se não der não é isso que vai esmorecer a minha “oferta” (isto até soa mal) a não ser que ela pareça desinteressada/indiferente… Aí sim fico sem saber o que fazer…

Das respostas que já obtive destaco uma (que coloquei na imagem): “Não te vejo assim, só como amigos”… Não consigo perceber esta opção… Se as pessoas já são boas amigas é dar o “passo a seguir”… Medo de perder a amizade? Se por acaso há uma amizade (e não apenas dizer que somos amigos só porque sim) não é com uma relação que ela vai acabar…

Mas o que quero dizer com isto tudo é que se por acaso estiverem a pensar o que fazer agora… eu sou apologista de arriscar! Dizem que no amor vale tudo… eu acho que POR amor vale tudo, ou faz-se tudo! É uma posição extremista, mas eu sou louco! Louco de amor é certo! Mas ainda assim LOUCO!

E quando disse que hoje era dia de reflexão digo-o porque começo a sentir falta… falta de amar alguém, de ser amado! Sinto um vazio cá dentro que os meus amigos, família, vida, etc não podem preencher…

É algo estranho de o dizer (ainda para mais na blogoesfera), mas acho que faço o que é preciso para encontrar alguém ou para ser no mínimo interessante… Mas ainda assim não tenho “sorte” (se é que é da sorte que depende a minha felicidade)… A dúvida que tenho agora é se terei eu de mudar alguma coisa…

Eu estou seguro de dizer que apenas sou “procurado” por ser um bom amigo, um bom confidente, etc… Não há muito mais a dizer!

É esta a minha vidinha…
(o uso do sufixo -inha foi propositado)